Conjunturais • Publicado em setembro 24, 2026

Meios de Pagamento M1 do Banco Central | Tabela Oficial

Meios de Pagamento (M1): O Dinheiro Imediato que Move o Consumo no Brasil

Nem todo dinheiro na economia tem a mesma capacidade de compra instantânea. Enquanto um título público ou um CDB exige resgate prévio, o dinheiro que está na sua carteira ou o saldo disponível na sua conta corrente para passar no cartão de débito ou fazer um Pix é aceito imediatamente por qualquer estabelecimento comercial. Na teoria monetária, essa liquidez absoluta é mensurada através do conceito de Meios de Pagamento (M1), apurado e divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil.

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O que é o M1 em 30 segundos?
O M1 é o agregado monetário restrito que mede a moeda pronta para consumo imediato pela sociedade. Ele é formado pela soma estrita de dois componentes: a Moeda em Poder do Público (o dinheiro vivo em circulação nas mãos de cidadãos e empresas) e os Depósitos à Vista nos bancos comerciais (os saldos em contas correntes de livre movimentação que não rendem juros).

Abaixo, a Divisão de Indicadores e Pesquisas (DIP) do Portal do Economaster disponibiliza a tabela consolidada e atualizada diretamente da série semanal do Banco Central (IES-09):


Moeda & Crédito

Meios de Pagamento (M1) e Componentes

Moeda em poder do público e depósitos à vista nos bancos comerciais.

Indicadores Econômicos Selecionados de 23/09/2026
Tabela 9 – Meios de pagamento (M1) e componentes (R$ milhões)
O botão 2 na parte superior, à esquerda da tabela, permite a consulta a dados passados das séries e mostra cabeçalho em inglês. O botão 1 reverte a ação.
Button 2 at top-left of the table shows data from former periods and headers in English. Button 1 reverts this action.
Período Saldos em final de período - Papel-moeda em poder do público Saldos em final de período - Depósitos à vista Saldos em final de período - Meios de pagamento (M1) Média nos dias úteis do mês - Papel-moeda em poder do público Média nos dias úteis do mês - Depósitos à vista Média nos dias úteis do mês - Meios de pagamento (M1)
Table 9 — Money supply (M1) and components (R$ million)
Period End-of-period balances - Currency outside banks End-of-period balances - Demand deposits End-of-period balances - Money supply (M1) Working day average balance - Currency outside banks Working day average balance - Demand deposits Working day average balance - Money supply (M1)
SGS 27.789,00 27.790,00 27.791,00 27.786,00 27.787,00 27.788,00
37.226,00 32.584,04 52.735,72 85.319,76 30.596,09 49.959,51 80.555,60
37.257,00 27.239,41 49.052,11 76.291,52 29.377,68 49.637,69 79.015,37
37.288,00 26.732,17 48.947,55 75.679,72 27.893,04 48.293,05 76.186,09
37.316,00 27.191,41 47.804,59 74.996,00 27.674,30 47.486,50 75.160,81
37.347,00 26.006,60 50.621,91 76.628,52 27.102,53 47.839,71 74.942,24
37.377,00 26.996,30 48.677,87 75.674,17 27.168,04 48.371,40 75.539,44
37.408,00 28.281,54 53.466,50 81.748,04 28.184,37 52.247,41 80.431,78
37.438,00 28.880,97 56.163,69 85.044,65 29.348,18 54.928,66 84.276,84
37.469,00 30.785,26 57.122,29 87.907,55 30.587,48 56.373,67 86.961,15
37.500,00 31.449,40 59.285,03 90.734,43 32.023,02 57.544,20 89.567,22
37.530,00 33.073,42 58.399,74 91.473,17 33.765,47 58.897,36 92.662,83
37.561,00 34.709,34 59.888,62 94.597,96 34.463,18 59.509,07 93.972,26
37.591,00 42.281,02 68.053,22 110.334,24 40.343,69 64.452,38 104.796,07
37.622,00 36.950,12 58.027,66 94.977,78 39.336,75 61.908,17 101.244,91
37.653,00 36.187,87 57.415,06 93.602,94 36.537,39 58.003,21 94.540,60
37.681,00 33.135,34 56.687,24 89.822,58 34.806,98 57.321,71 92.128,69
37.712,00 32.455,46 54.955,14 87.410,60 34.065,94 56.328,95 90.394,89
37.742,00 32.518,85 53.712,91 86.231,76 33.265,76 54.720,95 87.986,71

Metodologia: A Composição Exata dos Meios de Pagamento

A tabela IES-09 desagrega o estoque de liquidez imediata através de uma divisão clássica da contabilidade bancária:

  • Moeda em Poder do Público (PMPP): Diferente do “Papel-Moeda Emitido” da base monetária, o PMPP desconta o dinheiro que repousa nas tesourarias e caixas eletrônicos das agências bancárias. Trata-se, com precisão, das cédulas e moedas físicas que estão efetivamente nos bolsos da população e nos caixas dos estabelecimentos comerciais.
  • Depósitos à Vista nos Bancos Comerciais (DV): É a moeda puramente escritural, criada pelos bancos através da concessão de crédito. Corresponde à soma total de recursos parados em contas correntes em instituições financeiras associadas à Febraban, acessíveis a qualquer momento via Pix, boletos ou débito automático.

A tabela reporta tanto a Média dos Dias Úteis quanto o Saldo em Final de Período. A média dos dias úteis é fundamental para o analista, pois o M1 sofre forte sazonalidade intra-mensal provocada pelas datas de pagamento de salários (o tradicional 5º dia útil e adiantamentos quinzenais).

Impacto Prático: O Efeito do Pix, Inflação e Comportamento do Consumidor

O volume e a velocidade com que o M1 se movimenta servem como um termômetro vital para o comércio varejista e para as autoridades monetárias:

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  1. A Revolução Tecnológica do Pix: A introdução de pagamentos instantâneos acelerou de forma sem precedentes a chamada velocidade de circulação da moeda. As pessoas físicas e os comerciantes passaram a manter saldos médios menores em dinheiro vivo e até em conta corrente, direcionando o excesso de liquidez para contas remuneradas e fundos de liquidez diária.
  2. O Custo de Oportunidade do Dinheiro Parado: Em momentos em que a taxa básica de juros (Taxa Selic) está em patamares elevados, o “custo de oportunidade” de deixar dinheiro parado na conta corrente (sem rendimento) aumenta drasticamente. Como consequência, o M1 tende a encolher, com a sociedade transferindo recursos para agregados mais amplos (M2 e M3, como CDBs e fundos de renda fixa).
  3. Termômetro do Varejo e Consumo: Uma contração acentuada e persistente nos depósitos à vista costuma ser um sinal antecedente de esfriamento nas vendas do varejo de bens de consumo imediato, indicando maior cautela por parte das famílias.

🔗 Conexões Estruturais da Divisão de Indicadores (DIP)

Complete seu panorama sobre o sistema de pagamentos cruzando dados com nossas tabelas estruturais:


Perguntas Frequentes sobre os Meios de Pagamento M1 (FAQ)

1. Qual a diferença entre Papel-Moeda Emitido e Moeda em Poder do Público?

O Papel-Moeda Emitido engloba todo o dinheiro físico fabricado e colocado em circulação pelo Banco Central, inclusive aquele guardado nos cofres dos bancos. A Moeda em Poder do Público (PMPP) exclui esse dinheiro em caixa bancário, representando apenas o que está nas mãos da sociedade.

2. Por que os depósitos em conta corrente entram no M1?

Porque os depósitos à vista possuem liquidez instantânea absoluta e são aceitos universalmente para liquidar transações financeiras e compras a qualquer momento, funcionando como substitutos perfeitos da moeda física.

3. A poupança faz parte do M1?

Não. A caderneta de poupança, embora tenha liquidez rápida, é um depósito remunerado com regra de aniversário mensal, sendo classificada no agregado monetário mais amplo (M2).

4. Em que dia o Banco Central publica a atualização da série IES-09?

A tabela consolidada dos Meios de Pagamento (IES-09) é disponibilizada semanalmente pelo Banco Central às quartas-feiras, a partir das 14h30.


Supervisão e Análise Econômica:
Flávio Estaiano — Economista graduado, registrado no Conselho Regional de Economia de São Paulo (CORECON-SP Nº 32.711). Desenvolvedor e analista técnico responsável pela Divisão de Indicadores e Pesquisas (DIP) do Portal do Economaster. Dados apurados junto ao Sistema Gerenciador de Séries Temporais e Portal de Dados Abertos do Banco Central do Brasil.


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