Com a Letra F

Glossário do Investidor do Portal do Economaster Com a Letra F

Entender os termos e jargões do mundo dos investimentos pode ser, de fato, um verdadeiro desafio, especialmente para novos investidores. Por isso, o Glossário do Investidor do Portal do Economaster é uma ferramenta essencial que facilita o aprendizado e a compreensão desses conceitose, dessa maneira, ajudando você a tomar decisões mais informadas e estratégicas.

Explore nosso glossário completo para, de fato, aprofundar seu conhecimento e investir com mais confiança e segurança.

Seleciene abaixo a letra do termo de pesquisa relacionado ao universo do Investidor.

Com a Letra F

  1. FAC – Fundo de Aplicação em Cotas
  2. Factory Orders
  3. Falência
  4. FAPI – Fundo de Aposentadoria Programada Individual
  5. Farm-out
  6. Fato Gerador
  7. Fato Relevante
  8. Fator de Cálculo de Indenização
  9. Fatura
  10. Fechamento
  11. Fechamento Anterior
  12. Fechamento Médio
  13. Fed (Federal Reserve System)
  14. Federal Funds Rate (Fed Funds)
  15. Federal Open Market Comittee
  16. Federal Reserve (FED)
  17. Federal Reserve Bank
  18. Fenacor
  19. FGV100
  20. Fiança
  21. FIE – Fundo de Investimento Especialmente Constituído
  22. FIF – Fundo de Investimento Financeiro
  23. Financiamento
  24. Firewall
  25. FITVM
  26. Flippers
  27. FLIRB (Front Loaded Interest Reduction Bond)
  28. Fluxo de Caixa
  29. Fluxo de Caixa Descontado
  30. Fluxo de Caixa Disponível
  31. Fluxo de Caixa Disponível por Ação
  32. Fluxo de Caixa por Ação
  33. FMP – Fundo Mútuo de Privatização
  34. FMP-Fundos de Recursos Próprios
  35. FOB – Free on Board
  36. FOMC (Federal Open Market Commitee)
  37. Fornecedor
  38. Franqueado
  39. Franqueadora (empresa)
  40. Franquia (de seguro)
  41. Franquia (sistema de)
  42. Free-float
  43. FTSE-100
  44. Fundo Agressivo
  45. Fundo Balanceado
  46. Fundo Cambial
  47. Fundo Capital Protegido (ou garantido)
  48. Fundo Comum
  49. Fundo de Ações
  50. Fundo de Ações Ativo
  51. Fundo de Ações Indexado
  52. Fundo de Aval
  53. Fundo de Derivativos
  54. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
  55. Fundo de Hedge
  56. Fundo de Índices
  57. Fundo de Investimento
  58. Fundo de Pensão
  59. Fundo de Pensão Instituído
  60. Fundo de Previdência
  61. Fundo de Private Equity
  62. Fundo de Renda Fixa
  63. Fundo de Renda Fixa Alavancados
  64. Fundo de Renda Fixa Crédito
  65. Fundo de Renda Fixa Tradicionais
  66. Fundo de Renda Variável
  67. Fundo de Reserva
  68. Fundo DI (ou referenciado em DI)
  69. Fundo Exclusivo
  70. Fundo FGTS
  71. Fundo Imobiliário
  72. Fundo Multimercado
  73. Fundo Não Referenciado
  74. Fundo Offshore
  75. Fundo PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa – 50)
  76. Fundo Referenciado
  77. Fundo Renda Fixa Multi-Índice
  78. Fundo Setorial
  79. Fundos de Dívida Externa

FAC – Fundo de Aplicação em Cotas

FAC, ou Fundo de Aplicação em Cotas, define um tipo de fundo de investimento que compra cotas de outros fundos em vez de papéis e títulos no mercado. Isso significa que ele funciona como um fundo de fundos. O termo FAC não especifica a composição da carteira do fundo, mas indica a forma de investimento: direta ou através de cotas.

Portanto, um fundo de renda fixa pode ser tanto FAC quanto FIF (Fundo de Investimento Financeiro). Se for FAC, ele deve aplicar seus recursos em cotas de fundos FIF. A denominação do FAC deve indicar o tipo de fundo em que concentra suas aplicações. Os FACs investem em cotas de fundos regulamentados pela CVM, cotas de FIFs e cotas de FIEX (Fundos de Investimento no Exterior). Além disso, os FACs não podem investir mais de 25% do seu patrimônio em cotas de um único fundo, exceto se o fundo for gerido por uma instituição do mesmo grupo financeiro. As ações detidas pelos FACs, através de cotas em outros fundos, não podem exceder 49% do seu patrimônio.

Factory Orders

O Departamento de Comércio dos EUA divulga mensalmente o volume de pedidos de bens duráveis e não-duráveis feitos à indústria norte-americana. Esse índice é relevante porque sinaliza o cenário econômico. No entanto, ao contrário do Durable Goods Orders, o Factory Orders retrata os dados do mês retrasado, o que pode prejudicar sua análise.

Falência

A falência ocorre quando uma empresa não consegue pagar seus passivos ou quando os passivos excedem o valor justo dos seus ativos. Nesse caso, a empresa apresenta patrimônio líquido negativo.

FAPI – Fundo de Aposentadoria Programada Individual

Segundo a Fenaprevi, o FAPI é um fundo de investimento voltado à complementação da aposentadoria básica da Previdência Social. Ele funciona como um produto de previdência complementar na forma de condomínio capitalizado, regulamentado pela lei 9.477.

Farm-out

Farm-out é o processo em que uma empresa vende parcial ou totalmente seus direitos de concessão. Quando uma empresa adquire esses direitos, ela está em processo de Farm-in. A empresa que vende está em Farm-out.

Fato Gerador

O fato gerador determina a ocorrência que inicia o direito do participante ou de seus beneficiários de receber o benefício contratado. Também usamos o termo evento gerador.

Fato Relevante

Fato relevante é uma informação que pode influenciar a decisão dos investidores sobre um valor mobiliário emitido por uma empresa. Se os administradores da empresa decidirem não divulgar a informação, a CVM decidirá se a informação deve ser divulgada ou não. Confira os Fatos Relevantes dos ativos listados na B3.

Fator de Cálculo de Indenização

O fator de cálculo de indenização baseia-se em um resultado numérico calculado usando uma taxa de juros e uma tábua biométrica, quando necessário. Esse fator determina o valor da indenização sob forma de renda que o segurado receberá.

Fatura

A fatura detalha todas as transações (débitos e créditos) ocorridas no período de referência, justificando o valor a ser pago pelo titular do cartão. Ela contém informações sobre o limite de crédito, vencimento, valor para pagamento integral e mínimo, além de encargos. Você pode pagar a fatura na rede bancária ou nos locais indicados pelo emissor.

Fechamento

Usamos o termo fechamento para denominar a cotação de fechamento de um título ou valor mobiliário em um determinado dia. Por exemplo, se o fechamento de uma ação no mês de janeiro foi de R$ 10, isso significa que a ação fechou o último pregão de janeiro cotada em R$ 10.

Fechamento Anterior

Fechamento anterior refere-se à cotação de fechamento do dia anterior de um título ou valor mobiliário. Por exemplo, se o fechamento anterior de uma ação foi de R$ 10, isso significa que no pregão do dia anterior ela fechou cotada em R$ 10.

Fechamento Médio

Fechamento médio é a média da cotação de fechamento de uma ação durante um determinado período (X). Por exemplo, se o fechamento médio (21d) de uma ação foi R$ 10, isso significa que a média simples das cotações de fechamento dos últimos 21 pregões daquela ação foi de R$ 10.

Fed (Federal Reserve System)

O FED, Banco Central dos EUA, é a entidade responsável pela formulação e execução da política monetária norte-americana. Além disso, o FED regula e supervisiona o sistema bancário, serve como “banco” do Governo e o assessora em operações financeiras. A taxa de juros dos EUA é definida pelo FOMC, o principal órgão do FED. Uma característica importante do FED é sua independência em relação ao Governo Federal dos EUA, garantindo uma boa condução da política monetária. O FED é composto por sete membros escolhidos pelo Governo (Board of Governors), com sede em Washington DC, e doze bancos regionais localizados nas principais cidades dos EUA (Federal Reserve Banks).

Federal Funds Rate (Fed Funds)

O Federal Funds Rate é a principal taxa de juros norte-americana, através da qual os bancos norte-americanos emprestam ou tomam emprestado recursos no mercado interbancário. O FED, através de seu comitê de política monetária, o FOMC, define uma meta para o Federal Funds Rate e conduz a política monetária norte-americana para manter a taxa dentro dessa meta.

Federal Open Market Committee (FOMC)

O Federal Open Market Committee (FOMC) é um colegiado do banco central norte-americano, o Federal Reserve. Eles se reúnem oito vezes ao ano, em intervalos de cinco a seis semanas, para discutir e analisar o cenário econômico local e internacional. Eles baseiam suas discussões principalmente nos dados do relatório Beige Book.

Com base nessas expectativas e nos números dos índices inflacionários, o FOMC define o novo patamar da taxa de juros básica, também conhecida como Fed Funds, além do viés. O FOMC inclui os sete membros do Board of Governors do FED, escolhidos pelo governo norte-americano, e cinco presidentes de Federal Reserve Banks. O presidente do Federal Reserve Bank de Nova York participa continuamente, enquanto os outros presidentes participam de maneira rotativa por um ano.

Federal Reserve (FED)

O Federal Reserve, também conhecido como FED, atua como o banco central norte-americano. Ele formula e executa políticas monetárias, regula e supervisiona o sistema bancário, serve como “banco” do Governo e assessora em operações financeiras. O FOMC, principal órgão do FED, define a taxa de juros dos EUA.

Federal Reserve Bank

Os 12 bancos centrais regionais norte-americanos são conhecidos como Federal Reserve Banks. Cada Federal Reserve Bank é responsável por uma região específica. Eles trabalham em conjunto com o FED na condução da política monetária, fornecem informações sobre o desenvolvimento econômico de seus distritos e supervisionam as instituições bancárias da sua área.

Fenacor

Fenacor é a sigla para a Federação Nacional dos Corretores de Seguros. Esta entidade reúne os Sindicatos dos Corretores de Seguros estaduais, promovendo a representação e defesa dos interesses dos corretores de seguros.

FGV100

A Fundação Getúlio Vargas desenvolveu o índice FGV100, que acompanha o desempenho de ações de 100 empresas privadas não-financeiras. Essas empresas têm seus papéis negociados nas Bolsas de valores de São Paulo (Bovespa) e na Sociedade Operadora de Mercado de Acesso (SOMA).

Fiança

A fiança é uma forma de garantia em caso de dívidas. Se o devedor não cumprir a obrigação assumida, uma terceira pessoa deve arcar com o pagamento dessa obrigação.

FIE – Fundo de Investimento Especialmente Constituído

O Fundo de Investimento Especialmente Constituído (FIE) possui uma carteira constituída de acordo com as regras do Conselho Monetário Nacional. Essas regras determinam como os recursos devem ser aplicados. Por exemplo, fundos formados com recursos de seguradoras, empresas de capitalização e entidades de previdência privada. Esses recursos são usados para pagar indenizações e benefícios aos segurados ou participantes.

FIF – Fundo de Investimento Financeiro

O termo Fundo de Investimento Financeiro (FIF) define um tipo básico de fundo, independentemente da composição de sua carteira. Os FIFs surgiram com a última alteração nas regras dos fundos e englobam vários tipos de fundos de investimento, como renda fixa, DI e derivativos. A forma de aplicação dos recursos depende do regulamento do fundo e das regras de enquadramento do Banco Central. No entanto, pelo menos 51% do patrimônio do fundo deve estar aplicado em títulos de renda fixa, enquanto os investimentos em ações não podem exceder 49% do patrimônio do fundo.

Financiamento

O financiamento ocorre quando se compra um bem de maior valor, por exemplo, e se compromete a pagar em um longo período, em parcelas com encargos. Um exemplo comum é o financiamento imobiliário.

Firewall

O termo firewall, oriundo do inglês, é usado na área de tecnologia para designar um sistema que garante a integridade e segurança das informações ou dados existentes em uma rede de computadores. Ele também controla o acesso a essa rede.

FITVM – Fundos de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários

Os Fundos de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários (FITVM) surgiram em julho de 2000, unificando os antigos FMIA (Fundos Mútuos de Investimento em Ações) e FMIA-CL (Fundos Mútuos de Investimento em Ações Carteira Livre). Esses fundos investem pelo menos 50% de seu patrimônio em aplicações de renda variável, como ações de empresas registradas na CVM, ADRs/IDRs, certificados e recibos de depósito de valores mobiliários, posições em mercados derivativos, contratos de commodities e operações de empréstimo de ações. Além disso, os recursos dos FITVM também podem ser aplicados em títulos de dívida pública e títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras. Esses fundos podem ser constituídos de forma aberta ou fechada, assim como os FIFs.

Flippers

Flippers são investidores que compram ações de companhias em processo de IPO (abertura de capital) para vendê-las no primeiro dia de negociação, visando lucro rápido. Em mercados com forte tendência de alta, é comum que as ações subam expressivamente em sua estreia.

FLIRB – Front Loaded Interest Reduction Bond

O Front Loaded Interest Reduction Bond (FLIRB), ou Bônus de Redução Temporária dos Juros, é um título de renda fixa emitido como parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano Brady), com vencimento em 2009. Teve prazo de carência até 2003, quando passou a pagar amortizações semestrais fixas.

Fluxo de Caixa

Fluxo de Caixa denomina o demonstrativo de origem e aplicação de recursos divulgado anualmente pelas empresas. Este demonstrativo mostra as origens do aumento do caixa da empresa e como esses recursos foram aplicados. O termo também se refere a um indicador de análise financeira que estima a geração de caixa da empresa, somando o lucro líquido à depreciação e amortização no mesmo período.

Fluxo de Caixa Descontado

Você calcula o valor de uma empresa trazendo a expectativa de geração de caixa futura para o presente, utilizando uma taxa de desconto. Dessa forma, você estima o valor dos fluxos de caixa descontando-os pelos custos de capital apropriados.

Fluxo de Caixa Disponível

Este indicador de análise financeira estima a capacidade de geração de caixa de uma empresa. Para isso, você considera o lucro líquido, adiciona depreciação e amortização, subtrai despesas de capital com ativos imobilizados e ajusta a variação do capital circulante.

Fluxo de Caixa Disponível por Ação

Você mede a relação entre o valor do fluxo de caixa disponível da empresa e o número total de ações. Essa análise sugere se a empresa está melhorando sua geração de caixa em relação à sua base acionária. Calcule o fluxo de caixa disponível somando o lucro líquido, adicionando depreciação e amortização, subtraindo despesas de capital com ativos imobilizados e ajustando a variação do capital circulante.

Fluxo de Caixa por Ação

Este indicador mede a relação entre o fluxo de caixa da empresa e o número total de ações. Avaliar a variação desse indicador ajuda a entender se a empresa está melhorando sua geração de caixa. O cálculo inclui o lucro líquido da empresa e a depreciação e amortização no mesmo período.

FMP – Fundo Mútuo de Privatização

Os primeiros fundos mútuos de privatização surgiram em agosto de 2000, quando o Tesouro vendeu suas ações na Petrobras. Existem duas subcategorias: FMP Recursos Próprios e FMP FGTS. A principal diferença entre elas está na origem dos recursos usados para a compra das cotas.

O FMP – FGTS, constituído como condomínio aberto, permite que pessoas físicas com contas vinculadas ao FGTS participem. Esse fundo destina-se à aquisição de valores mobiliários em leilões de privatização ou ofertas públicas de ações de empresas estatais. Já na categoria Recursos Próprios, os investidores utilizam seus próprios recursos para adquirir cotas dos FMPs.

FMP – Fundos de Recursos Próprios

Essa subcategoria inclui fundos mútuos de privatização, como os lançados pela Petrobras em agosto de 2000 e pela Vale do Rio Doce em março de 2002. Aqui, os investidores usam seus próprios recursos para comprar cotas, ao contrário dos fundos FGTS, que utilizam recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

FOB – Free on Board

Em comércio exterior, “FOB” indica que o preço determinado pelo vendedor inclui as despesas de transporte até um local específico. Por exemplo, “FOB armazém porto de Santos” significa que o vendedor cobre todos os custos até esse armazém, enquanto o comprador se responsabiliza pelos custos de transporte a partir daí.

FOMC (Federal Open Market Committee)

O FOMC é o colegiado mais importante do FED (Federal Reserve System), responsável pela política monetária dos EUA. Define a meta da taxa de juros e conduz as operações de mercado aberto de acordo com essa meta. O FOMC inclui o Board of Governors do FED e cinco presidentes de bancos centrais regionais. O chairman do FED também preside o FOMC.

Fornecedor

Um fornecedor é qualquer organização que fornece bens e serviços utilizados em qualquer estágio da produção. Inclui distribuidores, revendedores e indivíduos que fornecem materiais e componentes para a empresa.

Franqueado

O franqueado é a pessoa física ou jurídica que recebe o direito de usar e explorar o conceito de negócio e outros direitos relacionados a um sistema de franquia. Em troca, o franqueado paga uma remuneração à empresa franqueadora.

Franqueadora (empresa)

A franqueadora é a pessoa jurídica que detém os direitos de uso e exploração de um conceito de negócio e das marcas comerciais associadas. A empresa franqueadora recebe uma remuneração do franqueado em troca desses direitos.

Franquia (de seguro)

A franquia no seguro é a parte da indenização que fica a cargo do segurado. Quanto maior a franquia estabelecida no contrato, menor o risco para a seguradora, e, consequentemente, menor o valor do prêmio que você paga. Existem vários tipos de franquia:

  • Franquia dedutível: Parte do sinistro não paga pelo seguro, deduzida do montante que a seguradora pagaria.
  • Franquia facultativa: Solicitada pelo segurado.
  • Franquia obrigatória: Imposta pelo segurador.
  • Franquia simples: Não paga pelo segurador quando o prejuízo é inferior a um valor especificado na apólice e não deduz quando os prejuízos são maiores que esse valor.

Franquia (Sistema de)

No sistema de franquia, a empresa franqueadora cede ao franqueado o direito de usar a marca e distribuir produtos ou serviços de forma exclusiva ou semi-exclusiva. A franqueadora também pode ceder tecnologia de implantação e administração de negócios que desenvolveu. Em troca, ela recebe uma remuneração direta ou indireta, sem estabelecer vínculo empregatício.

Free-float

O free-float representa a porcentagem do capital de uma empresa não em mãos de acionistas estratégicos, ou seja, aqueles com participação inferior a 5% do capital total. Esse indicador é crucial para avaliar a liquidez de uma empresa no mercado, pois mostra a quantidade de ações disponíveis para negociação.

FTSE-100

O FTSE-100 é um índice que reflete a variação média diária de uma carteira de ações negociadas na Bolsa de Valores de Londres. Este índice serve como principal indicador do desempenho das ações britânicas. Formado por uma carteira teórica de 100 ações, ele baseia sua escolha na participação e liquidez das ações no mercado.

Fundo Agressivo

Os fundos agressivos incluem derivativos na composição da carteira, o que resulta em maior volatilidade. Geralmente, esses fundos investem uma boa parte da carteira em ações, oferecendo um potencial de retorno maior, mas também mais riscos.

Fundo Balanceado

A categoria de fundo balanceado é a menor entre as diversas categorias de fundos de investimento acompanhadas pela Anbid (Associação Nacional de Bancos de Investimento). Esses fundos buscam retorno no longo prazo através de investimentos diversificados em várias classes de ativos, como renda fixa, ações e câmbio. Eles utilizam uma estratégia de investimento diversificado e deslocamentos táticos entre as classes de ativos, sem alavancagem.

Fundo Cambial

Os fundos cambiais investem em títulos atrelados à variação da taxa de câmbio do real frente ao dólar americano ou outras moedas, como o euro. O principal risco desses fundos é a variação de preços da moeda estrangeira ou do cupom cambial. Esses fundos são indicados para investidores moderados que desejam preservar o poder de compra do patrimônio na moeda estrangeira ao longo do tempo.

Fundo Capital Protegido (ou Garantido)

Os fundos de capital protegido garantem, no pior cenário, pelo menos o retorno do capital investido. Eles buscam proporcionar um adicional sobre o mínimo garantido, equivalente a um percentual de valorização do Ibovespa. As carteiras desses fundos alocam 100% dos recursos em renda fixa e usam o rendimento para comprar opções de ações ou do Ibovespa.

Fundo Comum

Um fundo comum é a soma das importâncias recebidas dos consorciados para a aquisição de um bem ou conjunto de bens. Este fundo é utilizado conforme previsto no Contrato de Adesão.

Fundo de Ações

Os fundos de ações, uma das nove categorias de fundos de investimento acompanhadas pela Anbid, investem em uma carteira diversificada de ações. O resultado dos rendimentos dessa carteira é distribuído aos cotistas, proporcionalmente ao número de quotas possuídas, após dedução de impostos e taxas. Esses fundos devem manter no mínimo 51% do patrimônio em ações de empresas de capital aberto e têm restrições quanto à composição da carteira e uso de derivativos. Eles podem ser constituídos de forma aberta ou fechada, com regras específicas para resgate e negociação de cotas.

Fundo de Ações Ativo

Os gestores de fundos de ações ativos buscam superar a rentabilidade de índices como o Ibovespa ou o IBX. Em geral, esses fundos adotam uma abordagem mais agressiva em comparação aos fundos de ações indexados. Entre os fundos ativos, alguns utilizam derivativos para aumentar a rentabilidade, resultando em um perfil de investimento ainda mais arriscado.

Fundo de Ações Indexado

Os gestores de fundos de ações indexados têm como objetivo replicar a rentabilidade de índices de ações, como o Ibovespa ou o IBX. Geralmente, esses fundos apresentam um perfil de investimento menos agressivo em comparação aos fundos ativos de ações.

Fundo de Aval

O fundo de aval, criado por prefeituras, estados, federações de comércio, associações de indústrias e o Sebrae, oferece garantia total ou parcial para empréstimos a micro e pequenas empresas que não conseguem apresentar outras formas de garantia.

Fundo de Derivativos

Fundos de derivativos utilizam esses instrumentos para diversificar o risco, protegendo o investidor ou aumentando a rentabilidade do fundo. Embora o uso de derivativos como hedge seja permitido na maioria dos fundos, a alavancagem da rentabilidade é restrita a subcategorias específicas, como fundos de renda fixa alavancados, multimercados alavancados e fundos de ações alavancados.

Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

O FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal, consiste em uma contribuição mensal de 8% do salário bruto do empregado, paga pela empresa. Devido aos expurgos dos planos econômicos Verão e Collor I, as empresas contribuíram com uma alíquota de 8,5% até dezembro de 2006, com recursos adicionais destinados ao pagamento desses expurgos.

Fundo de Hedge

Os fundos de hedge adotam estratégias diversificadas, muitas vezes não disponíveis em fundos tradicionais de investimento. Embora o nome sugira proteção, nem todos os fundos desta categoria utilizam estratégias de hedge. A variedade de estratégias dificulta a comparação entre os fundos, tornando impossível definir uma linha única de atuação.

Fundo de Índices

Fundos de índices, como os que replicam o Ibovespa ou o IBX, montam carteiras com ações que compõem os índices das bolsas de valores, refletindo a média do mercado. O Ibovespa é o índice mais comumente usado como parâmetro.

Fundo de Investimento

Os fundos de investimentos, populares entre investidores, funcionam como um condomínio de recursos individuais de pessoas físicas ou jurídicas. Na maioria dos casos, esses fundos são abertos, permitindo a entrada e saída de participantes a qualquer momento, com o objetivo de maximizar o retorno para os investidores. Em alguns casos, fundos fechados exigem que o investidor mantenha a aplicação por um prazo determinado.

Fundo de Pensão

Fundos de pensão, financiados por contribuições de empregados e empresas administradoras, investem em uma carteira diversificada de ações, títulos mobiliários e imóveis. O objetivo é gerar renda complementar para a aposentadoria dos participantes.

Fundo de Pensão Instituído

Sindicatos, associações de classe, conselhos de profissionais e cooperativas patrocinam planos de previdência complementar, garantindo benefícios adicionais aos pagos pela previdência social. Inicialmente, apenas os participantes podiam contribuir, mas agora as empresas empregadoras também podem. As associações, por sua vez, não fazem contribuições.

Fundo de Previdência

Fundos de previdência, como FAPIs e PGBLs, visam garantir a aposentadoria dos investidores e permitem a dedução das contribuições do imposto de renda até um limite de 12% da renda bruta anual. Esses fundos podem investir até 49% dos recursos em renda variável, incluindo subcategorias de fundos referenciados, renda fixa e multimercados.

Fundo de Private Equity

Private equity refere-se a ações não listadas em bolsa ou mercado de balcão. Esses fundos compram participações minoritárias em empresas com bom potencial de crescimento e qualidade de gestão, geralmente com um horizonte de investimento de três a oito anos. O foco principal está em empresas de médio porte, ao contrário dos fundos de venture capital que investem em empresas iniciantes.

Fundo de Renda Fixa

Fundos de renda fixa, acompanhados pela Anbima, investem principalmente em ativos de renda fixa ou derivados que se comportam como tal. Existem quatro subcategorias: renda fixa tradicional, renda fixa crédito, renda fixa multi-índices e renda fixa alavancados. A diferença entre eles reside na forma como aplicam os recursos da carteira de investimentos.

Fundo de Renda Fixa Alavancados

Os fundos de renda fixa alavancados são uma das quatro subcategorias de fundos de renda fixa. Eles investem em ativos de renda fixa de qualquer espectro de risco de crédito. Isso inclui estratégias que implicam em risco de índices de preço, mas exclui investimentos que envolvam risco de oscilações de moeda estrangeira e renda variável (como ações). A principal diferença em relação aos fundos multi-índices é que os fundos alavancados podem realizar operações que impliquem em alavancagem do patrimônio, algo não permitido nos multi-índices.

Fundo de Renda Fixa Crédito

Os fundos de renda fixa crédito são uma subcategoria que busca uma rentabilidade mais atraente através do investimento em títulos privados, como debêntures de empresas brasileiras. Assim, além de expor o investidor aos riscos do mercado de juros, ele também enfrenta o risco de crédito caso as empresas emissoras dos títulos enfrentem dificuldades financeiras, atrasando ou suspendendo o pagamento dos juros. Isso refletiria no valor das cotas.

Fundo de Renda Fixa Tradicionais

Os fundos de renda fixa tradicionais buscam uma rentabilidade acima do CDI, operando com um perfil de risco mais agressivo. A composição entre títulos pré e pós-fixados depende da visão do gestor sobre a evolução das taxas de juros. Em geral, esses fundos investem em ativos pré-fixados para obter melhores retornos.

Fundo de Renda Variável

Os fundos de renda variável investem principalmente em ações ou ativos de maior volatilidade. Além dos fundos de ações, essa categoria inclui fundos cambiais, fundos de derivativos e fundos de dívida externa. Esses fundos oferecem potencial de alto retorno, mas também apresentam maior risco.

Fundo de Reserva

Os fundos de reserva somam as contribuições dos consorciados para a capitalização do grupo, sendo utilizados conforme as hipóteses previstas no Contrato de Adesão.

Fundo DI (ou Referenciado em DI)

Nos fundos DI, pelo menos 95% da carteira acompanha a variação do CDI, com ao menos 80% aplicada em títulos públicos federais ou privados de baixo risco de crédito. Esses fundos não utilizam derivativos para aumentar a rentabilidade, apenas para efeito de hedge. São indicados para momentos de alta dos juros devido à sua composição majoritariamente em títulos pós-fixados.

Fundo Exclusivo

Os fundos exclusivos limitam o número de cotistas e geralmente são compostos por grandes investidores, como fundos de pensão. Nenhum cotista pode deter mais de 49% das cotas emitidas, exceto em casos específicos como fundos de cotas FITVM, seguradoras ou sociedades de capitalização, e entidades abertas de previdência privada.

Fundo FGTS

Os fundos FGTS são subcategorias de fundos mútuos de privatização (FMPs). Investidores usaram recursos do FGTS para comprar cotas dos FMPs em casos como os fundos da Petrobras e da Vale do Rio Doce. Esses fundos permitem que os trabalhadores invistam parte do seu FGTS em ações de grandes empresas.

Fundo Imobiliário

Os fundos imobiliários direcionam os recursos captados para empreendimentos imobiliários específicos, como flats, hotéis e shoppings. Alguns são fechados e dirigidos a grandes investidores, enquanto outros permitem que pequenos investidores participem. A rentabilidade provém de direitos sobre os imóveis, como aluguéis, e oferece diversificação de risco ao dividir o montante entre os cotistas.

Fundo Multimercado

Os fundos multimercado diversificam os recursos captados, investindo em vários mercados simultaneamente e podendo usar derivativos para alavancar rendimentos. Existem quatro subcategorias: multimercados sem renda variável, multimercados sem renda variável com alavancagem, multimercados com renda variável, e multimercados com renda variável e alavancagem. Cada subcategoria tem suas próprias características de investimento e risco.

Fundo Não Referenciado

Os fundos não referenciados não precisam aplicar 95% da carteira em títulos que acompanham a variação de um determinado indicador de mercado, oferecendo maior flexibilidade nas estratégias de investimento.

Fundo Offshore

Os fundos offshore investem parte dos recursos disponíveis no exterior, oferecendo aos investidores acesso a mercados internacionais e diversificação de portfólio.

Fundo PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa – 50)

O fundo PIBB é constituído por ações de empresas do BNDESPAR e busca replicar o retorno do IBrX-50. Ele oferece garantia de recompra em determinadas emissões e proporciona aos investidores a oportunidade de investir em uma carteira diversificada de ações brasileiras.

Fundo Referenciado

Os fundos referenciados seguem as variações de um indicador específico. Existem três tipos principais: referenciados DI, referenciados cambiais e referenciados outros. Pelo menos 95% da carteira de investimentos desses fundos deve acompanhar o indicador de mercado escolhido.

Fundo Renda Fixa Multi-Índice

Os fundos de renda fixa multi-índice buscam uma rentabilidade atrativa através do investimento em ativos de renda fixa de qualquer espectro de risco de crédito. Eles incluem estratégias com risco de índices de preço, mas não podem investir em ativos que impliquem risco de moeda estrangeira ou renda variável.

Fundo Setorial

Os fundos setoriais investem em ações de empresas de setores específicos da economia ou com características em comum. Existem fundos setoriais de telecomunicações e energia, entre outros, permitindo que os investidores se concentrem em áreas específicas do mercado.

Fundos de Dívida Externa

Os fundos de dívida externa investem pelo menos 80% dos recursos em títulos de dívida externa e até 20% em títulos de crédito negociáveis no mercado internacional. Eles não são tributados no Brasil, mas estão sujeitos a taxação no exterior, oferecendo uma alternativa de diversificação em moeda estrangeira.

 

No universo dos investimentos, compreender os termos e jargões específicos pode ser crucial. portanto, o Glossário do Investidor do Portal do Economaster proporciona uma ferramenta indispensável para investidores de todos os níveis de experiência que desejam aprimorar seu conhecimento.

Ao se deparar pela primeira vez com o mercado financeiro, muitos encontram uma barreira linguística. No entanto, utilizando nosso glossário, é possível desvendar os termos técnicos com facilidade. Além disso, você poderá tomar decisões mais informadas e estratégicas para seus investimentos.

Sobretudo, nosso objetivo é tornar a informação financeira acessível a todos. Através deste glossário, acreditamos que todos os investidores podem, de fato, alcançar seus objetivos com confiança e clareza. Por isso, explore nosso glossário e fortaleça sua jornada no mundo dos investimentos.

Portanto, o Glossário do Investidor do Portal do Economaster é uma ferramenta essencial para quem deseja aprofundar seu conhecimento sobre o mercado financeiro. Ademais, entender esses termos facilita a navegação no mundo dos investimentos, permitindo que você tome decisões mais informadas e seguras.

Por fim, com este glossário, o Portal do Economaster se propõe a esclarecer dúvidas e facilitar a compreensão dos principais termos financeiros e, dessa maneira, ajudando investidores a navegarem com mais segurança e confiança no mundo dos investimentos.

Aliás, aproveite e dê uma olhada no nosso Guia de Investimentos para mais Informações.

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Elaboração: Flávio Estaiano – Economaster

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