Economia Técnica ou Ciência Econômica?

O que é ser Economista?

Pergunta simples, mas que demonstra, no grau de resposta de cada um, o que acreditamos, ou achamos que acreditamos ser em relação ao que respondemos de nós mesmos e o que fazemos.

Um curso de Ciências Econômicas nada mais é do que aquilo que sua nomenclatura se designa. É uma Ciência que estuda a Economia. Então, logicamente, somos muito mais que apenas Economistas. Somos Cientistas!

Mas será que todos os Economistas são realmente cientistas? Não!

A maioria se torna Técnico em sua jornada de aprendizado e carreira profissional.

Existe um debate antigo sobre o que os cursos de Economia deveriam ensinar e qual deveria ser a nomenclatura correta para os Economistas, até por conta de suas posturas profissionais.

A grande maioria dos Economistas deveria ser caracterizada como Economistas Técnicos e outros poucos como Cientistas Econômicos numa observação contemporânea. Essa caracterização se deve, principalmente, pelo teor de suas opiniões, argumentações, fontes e usos de ferramentas na busca de abstrair fatos sobre a realidade econômica global. Essas são as principais circunstâncias que levam um Economista a se distinguir entre Técnico ou Cientista.

Nos comentários econômicos recentes se verifica essa distinção claramente, Um Economista Técnico apenas fundamenta sua opinião em fatos observados, principalmente, em relação às fontes escolhidas por ele, levando-se em conta sua aproximação particular em relação aos valores, crenças e ambiente a qual estão inseridos. O Cientista Econômico explora além das suas percepções da realidade perene e latente. Ele vai além, buscando as bases de argumentação que alimentam as fontes de pesquisas, experimentando e buscando hipóteses antes de argumentar sua opinião.

A manipulação de fontes, de informações e de fatos está levando um número enorme de Economistas num rumo incerto em relação às Ciências Econômicas, principalmente em países periféricos como o Brasil, sob a influência negativa de falácias, achismos e ideologias infundadas, que corrompem falsas realidades e corroboram para expectativas negativas ou irreais em relação aos fatos econômicos, influenciando o cenário econômico. Esta é a principal preocupação em relação à opinião informada pelos Economistas. Pela representação que têm na sociedade econômica e o seu reflexo junto ao mercado e à formação da opinião popular. Logicamente que existem nesta discussão, os que manipulam ou tentam manipular a realidade em seu proveito ou a serviço de setores econômicos, mas isso é outra coisa a ser debatida com mais detalhes.

Esta discussão entre a forma de comportamento do profissional economista se diverge das discussões econômicas em relação ao pensamento econômico, que por si, está dentre o que o Cientista Econômico estuda e debate.

Saber a qual estilo de pensamento Econômico o profissional está inserido deve ser um exercício prioritário para se ter a noção dos assuntos e como devem ser abordados numa discussão, se técnica ou científica. Lembrando que se deve sempre saber o que se discute.

Existe uma forma, meio grosseira, mas que funciona, para saber se um Profissional Economista tende a ser mais técnico do que cientistas em seus debates:

a) O grau de utilidade de termos técnicos, principalmente os financeiros ou acadêmicos comuns.
b) Se dentro da discussão o profissional leva em consideração os fatos históricos, na construção dos seus argumentos.
c) A suas fontes, se são revistas científicas ou não, jornais, livros, artigos, citações, números e estatísticas, pesquisas e estudos, entre outras.
d) Uso de ideologias, pensamentos religiosos e outras crenças.
e) Uso excessivo ou falta de uso de matemática e estatística em suas discussões.
f) Utilização de termos vulgares e de baixo calão para expressar opiniões.
g) O grau de menosprezo aos profissionais numa discussão pelo simples fato de não fazerem parte de grupos, escolas ou outros fatores culturais, econômicos ou étnicos.

Resumindo, o Economista antes de tudo deve ser profissional. Não interessa se ele é Técnico ou Cientista. O importante é que contribua em favor de uma realidade mais racional e verdadeira, naquilo que ele realmente busca em seu aprendizado continuo, com ética e não se deixar enganar, sobre tudo.

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