desigualdadeNão, os homens não nascem iguais. Mas é antagônico afirmar ser um ataque irracional qualquer tentativa de suprimir com a desigualdade entre os homens, pois que se há esta disposição é justamente ela decorrente da racionalidade, não apenas do proveniente inconformismo emocional. Se bem que o ciclo existe e mais que provo provavelmente sempre existirá, da mesma forma que o inconformismo e a racionalidade.

Realmente a desigualdade é um estimulo, entretanto são as diferenças de razão e equidade de cada ser produtor que qualifica o desenvolvimento social produzido. Aceitar que deve haver vencedores e perdedores, e portanto as diferenças, é aceitar o escravismo e ou a devida submissão incondicional de um pelo outro.

O estímulo ao parasitismo e a irresponsabilidade somente existe quando as convenções sociais (leis) permitem. Assim esse estímulo deve ser quebrado utilizando essas convenções como ferramentas sociais.

Os ricos equivocadamente se auto promovem e se auto equiparam a “elite social”, e boa parte da sociedade acompanha este pensamento. Então vejamos o que racionalmente podemos definir como elite social:

“Elite Social é a parcela de indivíduos que possuem características humanas indiscutivelmente altruístas e competência de desenvolvimento analítico e aplicativo de soluções que propiciem desenvolvimento humano, sem contudo fazerem qualquer distinção de quem possa usufruir dessa produção.”

A crise estatal é e será sempre fomentada na medida que o Estado é dependente do ciclo mundial, portanto a soberania tecnológica e de todo o ciclo produtivo, dos setores estratégicos, commodities ou gêneros simples, é algo essencial a harmonia econômica de qualquer estado. Contudo, o desvinculo das relações internacionais não é necessária, porém vai além da simples estratégia de bons amigos ou ingênuos corações. No processo de ajuste, regulação e desenvolvimento social o Estado serve como viga mestre e referencial nas decisões, porém de forma concomitante às manifestações de intenções populares, até que a harmonia no processo social e econômico prevaleça, devendo as funções ditas como naturais estarem a cargo do Estado, que obviamente nem enxugado, tampouco inchado, deve ser de bojo apenas necessário.

O mercado é realmente algo importante para toda sociedade e sem ele não há processo, mas substanciá-lo como um deus é desqualificar todos os outros fatores que movem a máquina social. Pelo acerto, senão pela prudência, é defini-lo como um dos órgãos vitais da sociedade, desossando-o em várias partes para análise, como exemplo mercado interno e externo, tipos de bens de produção e por ai vai.

Ainda de forma lacônica e clara, o neoliberalismo é o que há de mais covarde para qualquer sociedade. Distingue seres humanos, separando-os em espécies e subespécies. Atribui para poucos os mais nobres direitos, enquanto escraviza e submete homens aos mais egoístas sentimentos oriundos de outros homens. É o jogo do “Tudo é válido em nome dinheiro e do poder sobre o outro”.

Carlos Agostini – Esquerda Atuante Atibaia / SP

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