Confiança do Consumidor avança pelo terceiro mês consecutivo

 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 5,4 pontos entre junho e julho, ao passar de 71,3 para 76,7 pontos. Após atingir o menor valor da série em abril de 2016, o índice avança pelo terceiro mês consecutivo.
 “A alta da confiança do consumidor nestes três últimos meses foi quase que inteiramente determinada pela melhora das expectativas, um descolamento aparentemente iniciado durante o desfecho da primeira fase do processo de impeachment. A rápida melhora das expectativas após a entrada do governo interino, no entanto, parece superar a velocidade de recuperação cíclica da economia no curto prazo, ainda mais considerando-se os riscos ainda existentes no ambiente político, como a segunda fase do impeachment, as eleições e a votação das medidas de ajuste fiscal“, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.
As avaliações dos consumidores sobre a situação atual melhoraram ligeiramente em julho, compensando a queda no mês anterior. Já as expectativas em relação aos meses seguintes avançaram pelo terceiro mês consecutivo, acumulando 19,5 pontos de alta no período. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,0 ponto em julho, atingindo 65,7 pontos, o maior desde março  passado. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou expressivos 8,2 pontos, atingindo 85,3 pontos, o maior desde dezembro de 2014 (87,2).
A satisfação do consumidor brasileiro com relação à situação financeira familiar no momento subiu 1,8 ponto, atingindo 59,0 em julho, mas se manteve em patamar muito próximo ao mínimo histórico de abril de 2016 (56,9 pontos).
Dentre os quesitos que integram o ICC,  o que mede o grau de otimismo dos consumidores em relação à Situação Econômica Local Futura foi o que mais influenciou o resultado desse mês. O indicador subiu 6,8 pontos ao passar de 103,1 para 109,9 pontos, acumulando quatro meses de melhoras consecutivas.
Houve alta da confiança em todas as quatro classes de renda pesquisadas. A melhora mais expressiva ocorreu entre os consumidores com renda familiar entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00, em que o ICC aumentou 7,1 pontos, ao passar de 64,9 para 72,0 pontos.
A edição de julho de 2016 coletou informações de 1943 domicílios entre os dias 1 e 20 de julho.
Fonte: IBRE FGV

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